O Triste retrato da viagem de um turista que não lê o Aires Buenos

O turista que não lê o Aires Buenos chega no Aeroporto e acaba pegando o primeiro táxi que vê. Ele mal sabe, mas vai pagar 3x vezes mais pela corrida, só porque não leu nossas dicas aqui.

Chegando no hotel, uma verdadeira pechincha lá no centro da cidade, ele descobre que a localização não é das melhores. É central, mas num lugar que não tem vida durante a noite e ele fica com medo de sair a pé. Se ele tivesse lido nossas dicas de bairros onde se hospedar poderia ter evitado isso.

Para ter mais certeza, o turista espera o shopping abrir para poder trocar seu dinheiro. Como ele não pesquisou nada antes, ele acaba pegando uma péssima cotação pelos seus reais. Se ele tivesse lido nosso post sobre dinheiro, poderia ter economizado uns 20% só nessa operação.

Por medo, o turista que nunca leu o Aires Buenos faz tudo de carro, mesmo quando tem um metrô pertinho. Ele vai pros restaurantes atraídos por pessoas que oferecem flyers nas ruas. Obviamente esses restaurantes são armadilha para desavisados, a comida é péssima e a pessoa acaba tendo uma horrível lembrança de Buenos Aires. Se tivesse lido nosso guia de restaurantes da cidade a história poderia ter sido diferente.

O turista que nunca leu nosso blog só conhece quatro bairros além do centro: Palermo, Recoleta, Puerto Madero e San Telmo. Ele não se aventura pelas delícias da Villa Crespo e Belgrano e nem visita a feira de Mataderos não porque não quer, mas sim porque ele não tem a mínima ideia de que esses lugares existem.

Obviamente o turista que nunca lê Aires Buenos vem doido para fazer compras. Mas logo que ele chega nos outlets ele reclama do preço, afinal não sabia que faz tempo que não vale a pena comprar roupas por aqui.

Quando ele volta para o Brasil diz que Buenos Aires é legalzinha e tal, nada demais. Se tivesse ligo Aires Buenos diria que é foda, sensacional, inesquecível.

Mendoza Parte 2: Onde ficar

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Mendoza é uma cidade bem pequena circundada por outras pequenas cidades que formam sua região metropolitana. Para decidir onde ficar e qual hotel se hospedar é preciso primeiro pensar quais são as intenções da sua viagem.

Crédito: Sarah Sioli – FromTheWorld.me

Quer ir para Mendoza para degustar todos os vinhos possíveis e não liga muito para conhecer o centro da cidade? Então é melhor ficar num hotel longe do centro em Maipú ou Lujan de Cuyo, onde estão a maioria das bodegas da região. Para os mochileiros, existem opções como a Posada del Vino, que é tipo um hostel. Para quem tem um orçamento maior e quer aproveitar para relaxar, uma boa opção é o exclusivo Aguamiel e também o Lares de Chacras.

Créditos: NH Hotel

No nosso caso, queríamos aproveitar também a estrutura da cidade e por isso acabamos escolhendo um hotel no centro. Pesquisando no Hoteles.com achamos uma promoção simpática do hotel NH Cordillera, que ainda incluia noites pro programa deles de Welcome Awards. Central, com ótimo atendimento, quarto super confortável, um staff super simpático e solícito, além de um café da manhã bem bom incluído. Outras opções no centro que pareceram boas existe o Hotel Argentino. Para os mochileiros, a Giselle do blog Aquí Me Quedo, recomenta o Damajuana Hostel, que possui quarto de casal e fica bem na rua dos bares de Mendoza.

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Praça em frente ao Museo Fundacional de Mendoza

Gostei muito de ter escolhido o centro. Estava perto de tudo, pude pegar ônibus para visitar os bares e restaurantes e pude sentir um pouco como é a vida da cidade. Dependendo das bodegas, o trajeto é bem curto e você pode pegar o ônibus número 1, que vai para Lujan de Cuyo. Ou então pagar um taxi ou até mesmo perguntar se a bodega em questão que você quer visitar tem algum serviço de transporte. Porém, da próxima vez certamente escolho um hotelzinho mais tranquilo, num cronograma bem mais devagar.

Veja os outros posts da série de Mendoza

Parte 1: Introdução

Parte 2: Onde ficar

Parte 3: Bodegas

Parte 4: Passeios para a Cordilheira

Parte 5: Passeio de bicicleta

Parte 6: Onde comer e beber

Para ler a série toda de uma vez, basta clicar no tag Mendoza

Para ler os posts de viagens para outros destinos além de Buenos Aires, como San Antonio de Areco, Uruguai e Eua, é só clicar em Outras Viagens.

Quanto dinheiro devo levar para Buenos Aires?

Uma das grandes dúvidas de todo turistas antes de viajar é calcular quanto dinheiro precisa levar para seu destino. Com a inflação galopante da Argentina e os preços cada vez mais instáveis, aqui essa conta fica ainda mais complicado.

Antes de chegar em um valor aproximado é preciso definir o que você vai fazer com a grana e qual é seu estilo de consumo.

Dividi em três perfis, veja qual você melhor se encaixa. Compras e hospedagem não estão incluídas.

Nível econômico: 100 reais por dia
Almocinho rápido e jantar com mais “sustância”, uso somente de metrô e ônibus para conhecer a cidade, visitação a museus e pontos turísticos gratuitos.

Nível básico: 150 reais por dia.
Para quem pensa comer café da manhã, almoço e jantar, mas sem luxos, pegar táxi duas vezes por dia e ir museus.

Nível glutão: 250 reais por dia
Café da manhã no Oui Oui, banquete de carnes no almoço do Don Julio, helado no Jauja e jantar caprichado no Salgado Alimentos. Todos deslocamentos feitos de táxi.

O valor é por pessoa. Casais podem acabar gastando menos juntos. Lembre-se que isso é uma estimativa. Na dúvida, traga sempre seu cartão de crédito, mas não esqueça de desbloqueá-lo para poder usar fora do país

Metegol – Animação argentina que deu olé nos estrangeiros

Se você gosta de cinema argentino e já viu filmes como “O Filho da Noiva” e “O segredo dos seus olhos” talvez não saiba, mas você é fã de Juan Jose Campanella. O diretor desses filmes agora lançou “Metegol”, uma animação em 3D que chegou balançando os cinemas argentinos.

Metegol é como chamam Pebolim ou Totó aqui na Argentina e história gira em torno desse brinquedo clássico, que anda um pouco esquecido no mundo moderno.

Com personagens super carismáticos e lendários, com todas as manhas e jargões do futebol de verdade, Metegol surpreende por ser uma animação divertida, futeboleira e universal. Fala de amor, superação, capitalismo e claro, futebol. Tanto as crianças como os mais velhos adoraram, tanto é que o filme é um sucesso de bilheteria na Argentina. Em pouco mais de uma semana, mais de um milhão de pessoas foram ver o filme, o que num país de 40 milhões de habitantes é bastante significativo.

Espero que seja lançado logo no Brasil, mas só fico na dúvida em como vão fazer com o jogador cordobês e seu sotaque tão característico, as gírias e piadas tão argentinas e também com o título do filme. Vai ser Totó ou Pebolim? Ou algum nome sem graça que os tradutores sempre inventam?

Fiquem aí com o trailer:

Mendoza Parte 1 – Uma cidade que é muito mais que vinho

Ahh… Mendoza! Se eu soubesse que essa cidade era tão sensacional, certamente não demoraria tanto tempo para conhecê-la.

Uma cidadezinha pequena, super organizada, arborizada, no meio do deserto e do lado da Cordilheira do Andes que pode ser explorada tranquilamente em 3 ou 4 dias. Um ou dois dias para as bodegas, dependendo da sua paixão pelo vinho, um dia para conhecer a cidade em si e um outro mais para fazer algum passeio pelas Cordilheira dos Andes.

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Mesmo que os preços das garrafas não sejam exatamente mais baratos que no resto da Argentina, visitar pelo menos uma bodega é obrigatório. Tem para todos os tipos. Desde grandes produtores de vinhos à pequenos locais mais caseiros, as bodegas botique, que geralmente possuem restaurantes sensacionais, de ótima qualidade.

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Quem é mais curioso também vai curtir conhecer a cidade, seus ótimos restaurantes, as várias cervejarias, seus museus e as infinitas praças. Só tome bastante cuidado ao caminhar, já que todas as ruas possuem um tipo de trincheira por onde passa a água que vem da Cordilheira. Mendoza é desértica, sem essa água não haveria vida nem árvores nesse local. É incrível ver como o homem conseguiu erguer uma cidade tão bonita como essa em um lugar tão inóspito.

Já o passeio pela Cordilheira dos Andes é realmente de tirar o fôlego. Coloque bastante roupa de frio e encare essa paisagem lindíssima. Rios, montanhas, lagoas, o Aconcágua e a surreal Puente del Inca.

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Foram dias tão bons que renderam tanta história que resolvi dividir as dicas em 5 pontos

Parte 1: Introdução

Parte 2: Onde ficar

Parte 3: Bodegas

Parte 4: Passeios pela Cordilheira

Parte 5: Passeio de bicicleta

Parte 6: Onde comer e beber

Para ler a série toda de uma vez, basta clicar no tag Mendoza

Para ler os posts de viagens para outros destinos além de Buenos Aires, como San Antonio de Areco, Uruguai e Eua, é só clicar em Outras Viagens.

Minha lista negra de restaurantes em Buenos Aires.

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Odeio generalizar, mas vamos lá! No quesito atendimento ao cliente os portenhos tem muito a aprender. São raríssimos os restaurantes aqui que você pode elogiar esse ponto. Brasileiro de viagem certeza passa por alguns perrengues como demora pra atender, má vontade de explicar pratos e cara de cu generalizada. Com o tempo você acaba achando isso normal e nem liga mais. O mínimo que peço é que os garçons não estraguem a minha noite. Às vezes nem isso é possível.

Geralmente procuro escrever aqui no blog somente sobre minhas boas experiências em restaurantes e viagens. Pra que escrever crítica negativa em um site de turismo? Acho que ninguém chega até o Aires Buenos pra saber o que Buenos Aires tem de ruim. Porém, depois de ser tão maltratado em alguns lugares, decidi que tinha que escrever aqui também sobre eles, fazendo minha lista negra.

1. La Panera Rosa
Lugar que parecia ser super bonito, cheio de frufru e com um crepe de nutella que prometia muito. Era sábado por volta 22h30, queríamos uma sobremesa depois de traçar um ótimo hambúerguer no Burger Joint. La Panera Rosa estava cheio, sentamos numa mesa e por uns vinte minutos ninguém veio anotar o pedido. Chamamos uma garçonete que falou que ia avisar a outra garçonete. Alguns lugares aqui dividem as mesas por restaurantes para organizar o serviço. Seria uma ótima ideia se não fosse levado tão a sério. Ou seja, às vezes tem um garçom super ocupado e o outro ali totalmente sem faze nada por que na sua área de atuação não tem ninguém.

Enfim, cansamos da demora e resolvemos sair. Era muito estranho porque o lugar estava cheio, mas ninguém estava comendo nada. Estavam todos como nós esperando. Quando comentamos com o gerente que não dá pra ficar 20 minutos esperando pra ser atendido, nada de “perdonáme” ou qualquer coisa. O cara apenas disse “Não estão vendo que está cheio? Se quiser podem ir embora”. Aparentemente isso é razão para esperar 20 minutos só para ser atendido. Provavelmente ele nunca foi no Sarkis ou no La Dorita, que mesmo quando estão bombando mantém o mesmo nível de qualidade.
Enfim, acatei a sugestão de ir embora do muy amable gerente e nunca volto nesse lugar. De que adianta ter crepe de nutella se te tratam como bosta?

2. Hierbabuena
Esse era um dos lugares que sempre recomendava em San Telmo, bem da modinha e simpático. Um dia fomos comer um brunch e colocamos nosso nome na lista de espera. Depois de 40 minutos e ver que era a nossa vez, umas gringas simplesmente pularam na frente e pegaram a mesa. O garçom disse que nosso nome não estava na lista, mas era com ele mesmo que eu tinha comentado sobre anotar. Fui falar com a gerência e não deram bola Perdi muita a paciência e saí xingando. Quando reclamamos no Facebook falaram pra voltar quando estiver vazio. Acho mais fácil simplesmente nunca mais pisar lá.

3. Las Cabras
Provavelmente o primeiro que coloquei na minha lista negra. Fica super perto de onde moro e de onde trabalho, mas não vou lá desde 2009. Podem me chamar de rancoroso, mas depois de ir um monte de vezes e sempre esperar 40 min ou mais pra que seu prato chegue, quando você tem só 1 hora de almoço, eu simplesmente desisti. É um lugar que está sempre cheio, com bastante fila, mas sempre acho incrível a pouca quantidade de garçons pra tanta gente. Quem saiba eu podia dar uma outra chance, mas sou rancoroso, sabe como é.

4. Salgado Alimentos
Salgado Alimentos por muito tempo foi um dos preferidos da cidade. Mas até que um dia, para comemorar o aniversário da mãe de Paulíssima fomos lá. Fazia um calor dos diabos e estávamos na parte de dentro, as mesinhas de fora estavam ocupadas. Como vi que algumas mesas tinham a janela ao lado delas abertas, fui abrir a que estava do lado, que depois descubro que estava com defeito. Vem um cara correndo e mê dá uma bronca, dizendo que eu não podia fazer isso. Depois ele percebeu que tinha sido muito grosseiro e quis dar uma de amigão, mas de nada adiantou. Acho que nem se ele desse chocotorta de graça eu iria sorrir pra ele aquele dia. Meses depois vejo esse cara na capa de um caderno do Clarín, era o dono do lugar. De todos os lugares, foi o único que, depois de meses, voltei depois do incidente mas o amor nunca foi mais o mesmo. Não está na lista negra, mas sim na cinza.

Belgrano – 10 restaurantes que você precisa conhecer

Buenos Aires é muito mais que San Telmo, Recoleta e Palermo. Entre os muitos bairros que estão fora do circuito clássico de turismo, Belgrano talvez seja o mais agradável e residencial de todos. Ao mesmo tempo que essa região possui endereços super tradicionais, ela também engloba o Barrio Chino, reduto asiático da cidade, lotado de boas e originais opções para comer.

De muito fácil acesso, para chegar em Belgrano basta pegar a linha D, verde, do Subte Portenho ou pegar uma das várias linhas de ônibus que cruzam o bairro como o 29, 64, 15, 41, 68, 168 e 60.

Veja aqui os 10 restaurantes que você precisa conhecer em Belgrano!

1. Bistro Tokyo (Virrey del Pino 2551)

Foto por Via Resto

Comida japonesa em Buenos Aires não é tão fácil de achar, por isso esse lugar é um verdadeiro achado. A própria Narda Lepes, famosa cozinheira da TV argentina recomenda. É pequeno e bastante tradicional, por isso reserve antes o lugar e não espere combinações escalafobéticas.

2. Todos Contentos (Arribeños 2177)

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Um dos restaurantes chineses mais famosos do Barrio Chino, tem sempre uma filinha na porta nos fins de semana. Os preços são bem camaradas e a comida bem tradicional. Não deixe de pedir o chá gelado, que tem uma receita bastante única.

3. La Farola de Cabildo (Av Cabildo 2630)

Mila Pizza

É um lugar tradicional de famílias portenhas, bem na Avenida Cabildo e próximo a esquina com a Avenida Congreso. O que chama atenção aqui é a milapizza. Uma pizza enorme de queijo e presunto, só que a parte da massa é substituída por uma enorme milanesa! Gordice suprema! Sem falar que essa bomba calórica ainda vem com papas noisette. É pra ir em amigos e esquecer que existe balança!

4. Tea Connection (Av. Federico Lacroze 2233)

É de uma rede de locais saudáveis que vendem saladas, wraps, sanduíches e um delicioso cheesecake! Tem em Belgrano sua loja principal que vale bastante a visita.

5. Jauja (Av. Federico Lacroze 2239)

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Perfeito para uma sobremesa depois de passar pelo Tea Connection, já que fica exatamente do lado. O Jauja já ganhou post exclusivo aqui, mas de sua filial de Palermo. A loja de Belgrano é menorzinha, mas os sabores são deliciosos como sempre. Tá pra nascer sorvete mais gostoso nessa cidade do que o do Jauja.

6. Palitos (Arribeños 2243)

É meu preferido do Barrio Chino. Mais aconchegante e disputado que o todos contentos, possui um atendimento um tanto quanto lento, mas compensa com pratos bem diferentes. O pollo 3 aromas é sensacional. Apenas prove!

7. Taisei (Arévalo 2915)

Antigamente era uma temakeria, mas recentemente se transformou num restaurante asiático fusion. O dono é brasileiro e o lugar está sempre cheio. Fica bem no meio de Las Cañitas e ótimo para começar a noite.

8. Contigo Peru ( Echeverría 1627)

O restaurante que começou super humilde nos anos 90 hoje é um dos locais mais conhecidos no assunto comida peruana em Buenos Aires. Os preços são bastante camaradas e até algumas celebridades portenhas batem cartão!

9. BBQ Town (Juramento 1656)

No Barrio Chino também há espaço para a comida coreana e o BBQ Town é a melhor opção nesse quesito. Prepare-se para vários pratinhos na mesa, cada um com os ingredientes mais estranhos e deliciosos. Recomendo sempre, em qualquer restaurante coreano, o Bibimbap e e o Bul Golgi.

10. Pipi Cucu (Ciudad de La Paz 557)

Bonitinho, cheio de frufru e caprichadíssimo na decoração. Às vezes tenho minhas dúvidas se o Pipi Cucu é uma loja ou um restaurante, mas a resposta vem clara na comida. Excelente opção!

Gostou? Aproveite e veja os outros posts da série:

1. Palermo Hollywood: 10 restaurantes que você precisa conhecer

2. San Telmo: 10 restaurantes que você precisa conhecer.

3. Villa Crespo: 10 restaurantes que você precisa conhecer